sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tradição Hebreu

Moisés e a Lei Mosaica: episódio fundador central na identidade cultural e religiosa dos hebreus.
O povo hebreu é proveniente da região Palestina, região atualmente próxima ao Líbano, ao Deserto da Arábia e à Síria. Sua localização estratégica a transformou em um dos principais entrepostos comerciais do mundo antigo e o extenso Rio Jordão abrigou a grande maioria das cidades fundadas na região. Entre os principais povos que maior influência exerceu sobre o território palestino, damos maior destaque aos hebreus e os palestinos.

Esses dois povos por muito tempo disputaram a hegemonia territorial política da região e, até hoje, protagonizam um dos mais antigos conflitos da história. Os hebreus têm origem semita e se consolidaram ao longo do Rio Jordão praticando atividades agro-pastoris. Foi aproximadamente no II milênio a.C. que o povo hebreu passou a organizar um movimento populacional de motivação religiosa: a busca da “Terra Prometida”, região equivalente ao território da Palestina.

A sociedade hebraica deste período era essencialmente patriarcal. Entre os principais líderes se destacava Abrão, que conforme o relato bíblico seria o responsável por conduzir os hebreus para região de Canaã. De acordo com algumas pesquisas, a chegada dos hebreus à Terra Prometida teria sido consolidada durante o século XVIII a.C.. Nessa região haviam diferentes povos fixados como os filisteus, cananeus, amalecitas, edomitas, moabitas e arameus.

Aproximadamente em 1750 a.C., uma grande seca desestabilizou a economia hebraica, forçando-os a se deslocarem em direção ao Egito. Chegando à região do Delta do Nilo, os hebreus mantiveram forte contato com os hicsos, que dominavam a região naquele período. A relação amistosa com os hicsos chegou ao fim quando os egípcios dominaram a região e passaram a controlar os hebreus enquanto escravos. Somente em 1750 a.C. , os hebreus fugiram do Egito sobre a liderança de Moisés.

Esse importante episódio da civilização hebraica ficou conhecido como Êxodo e iniciou uma extensa fase de peregrinação do povo hebreu rumo à região Palestina. Durante esse período, de acordo com a narrativa bíblica, os hebreus empreenderam diversas lutas que restabeleceram a hegemonia hebraica na região Palestina. Josué, sucessor do líder Moisés, foi responsável por dividir os antigos clãs em doze tribos distintas. O contato com os povos vizinhos influenciou os costumes e as tradições hebraicas.

Para evitar a desunião religiosa e política do povo hebreu, o sistema de organização política dos hebreus foi posteriormente sucedido pelos juízes, que controlavam as questões militares e religiosas do povo hebreu. Entre os principais juízes estavam Jefté, Gedeão, Sansão e Samuel. Por volta de 1000 a.C., o processo de centralização política dos hebreus chegou a seu ápice com a instituição de um governo monárquico.

O Budismo

O Budismo

Buda, palavra que significa, em páli e sânscrito, "Iluminado" ou "Desperto", foi, segundo todas as probabilidades, uma personagem histórica. Contudo, em suas Vidas ou jãtakas, os dados mitológicos predominam a ponto de transformá-lo em protótipo do "homem divino", segundo a tradição indiana (ver Jainismo, 21.3) - que pertence a um sistema encontrado também em outras áreas geográficas. Esse sistema apresenta elementos comuns com os theioi andres dos gregos e com as biografias mais tardias de outros fundadores de religiões, como Mani, etc. Embora seja impossível discernir os elementos históricos, devem ser levadas em conta várias informações, segundo as quais o futuro Buda teria sido filho de um régulo do clã Sãkya, no noroeste da índia. As cronologias de seu nascimento variam de 624 a 448 a.C. Sua e morre alguns dias depois do parto, não sem ter sido beneficiada por todas as premonições que lhe anunciavam ter ela dado à luz um ser miraculoso. Segundo as versões docetas do nascimento de Buda, sua concepção e sua gestação foram imaculadas e o parto, virginal. Seu corpo teria revelado todos os sinais de um rei do mundo.
Aos dezesseis anos, Siddhãrtha casa-se com duas princesas e leva uma vida sem preocupações no palácio paterno. Mas, saindo três vezes do palácio, toma conhecimento dos três males inelutáveis que afligem a condição humana: velhice, sofrimento e morte.
Saindo uma quarta vez, vislumbra o remédio para eles ao contemplar a paz e a serenidade de um asceta mendicante. Ao acordar no meio da noite, os corpos flácidos de suas concubinas adormecidas revelam-lhe mais uma vez o caráter efêmero do mundo. Deixando rapidamente o palácio, entrega-se à ascese, mudando o nome para Gautama.
Depois de abandonar dois mestres que lhe ensinam, respectivamente, a filosofia e as técnicas da ioga, pratica um regime de mortificações muito severas em companhia de cinco discípulos. Mas, compreendendo a inutilidade desse tipo de ascese, aceita uma oferenda de arroz e ingere-a. Indignados com essa prova de fraqueza, seus discípulos o abandonam.
Sentando-se sob uma figueira, Sãkyamuni (asceta do clã dos Sãkyas) decide não se levantar antes de ter atingido a Iluminação. É assediado por Mãra, que conjuga em si a Morte e o Diabo. Ao alvorecer, vence-o e torna-se Buda, possuidor das Quatro Verdades que, em Benares, passa a ensinar aos discípulos que o haviam abandonado. A primeira Verdade é que tudo é Sofrimento (sarvam duhkham): "O nascimento é Sofrimento, o declínio é Sofrimento, a doença é Sofrimento", tudo o que é efêmero (anityá) é Sofrimento (duhkha). A segunda Verdade é que a origem do Sofrimento é o Desejo (trsna). A terceira Verdade é que a abolição do Desejo acarreta a abolição do Sofrimento. A quarta Verdade revela o Caminho Octuplo (astapãdà), ou o Caminho do Meio, que leva à extinção do Sofrimento: Opinião (drstt), Pensamento (sam-kalpa), Palavra (vãk), Ação (karmanta), Meios de existência (ajiva), Esforço (vyayama), Atenção (smrtí) e Contemplação (samãdhi). As quatro verdades estão próximas da mensagem original de Buda.
Após esse primeiro sermão em Benares, a comunidade (samgha) de convertidos enriquece-se espetacularmente com brâmanes, reis e ascetas - demais para o gosto do Iluminado, que é obrigado a abrir às mulheres a via do monaquismo. Nessa ocasião ele prevê o declínio da Lei (dharma). Ciúmes de rivais e absurdas rixas de monges não são poupados a Buda. Seu primo Devadatta, segundo algumas fontes, teria tentado matá-lo para sucedê-lo. Com a idade de oitenta anos, Buda teria expirado em conseqüência de uma indigestão. Segundo os eruditos, detalhes desse tipo são embaraçosos demais para a religião para que sejam inventados; é, portanto, provável que sejam verdadeiros.
A vasta literatura sobre o budismo deve ser classificada segundo a divisão tradicional do tripitaka, "coleção tríplice" dos sútras (as logias do próprio Buda), do vinaya (disciplina) e do abhidharma (doutrina). Acrescentam-se-lhes numerosos sãstras, tratados sistemáticos de autores conhecidos, jãtakas ou Vidas de Buda, etc.
Subsistem três tripitakas; um fragmentário dos monges Thera-vãda do Sudeste Asiático, redigido em páli; um dos Sarvãstivãda e dos Mahãsãnghika, em traduções chinesas; e, finalmente, as coleções tibetanas (Kanjur e Tanjur), que são as mais completas. Também chegaram até nós numerosos escritos em sânscrito.

Musica Alemã Heino, Hit Medley - 2007

Cultura Alemã

As contribuições da Alemanha para o património cultural mundial são incontáveis, o que leva alguns autores a acreditar no "Génio Alemão", celebrado no romantismo, uma das fases da história da arte onde a Alemanha teve uma proeminência invejável. País conhecido por muitos como das Land der Dichter und Denker (a terra dos poetas e dos pensadores), a Alemanha foi o berço de vultos importantíssimos na história da arte, como se pode verificar nas várias secções deste artigo.
A língua alemã e os seus dialetos foram, outrora, a lingua franca da Europa central, oriental e setentrional. Hoje, a língua alemã é uma das línguas que desperta mais interesse por parte dos estudantes de línguas, em todo o mundo. Muitas figuras históricas, ainda que não sendo alemãs, no sentido moderno da palavra "alemão", estiveram imersas na cultura germânica, como é o caso de Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Kafka ou Copérnico.
Johann Wolfgang von Goethe foi um dos mais importantes poetas alemães
Johann Wolfgang von Goethe foi um dos mais importantes poetas alemães

Crítica à cultura alemã

Como foi dito acima, a cultura alemã é indissociável ao romantismo. A esse mesmo movimento a que o ditado "Land der Dichter und Denker" presta o elogio haveria também que acrescentar o outro aforismo menos laudativo "Land der Richter und Henker", (terra dos juízes e carrascos) de Karl Kraus. Ele recorda-nos o lado sombrio desta mesma cultura alemã.
George Clemenceau, nenhum amigo dos alemães, escreve, como nos relata a filha do escritor alemão Thomas Mann, Erika Mann em sua autobiografia "Ausgerechnet Ich" o seguinte sobre esse lado sombrio:
"Esta nação associa à sua riqueza em cultura intelectual uma carência fundamental em cultura moral".
A natureza dos homens é amar a vida. A Alemanha não tem este culto. Na alma alemã, na arte, na literatura, na filosofia deste país há falta de compreensão sobre aquilo que a vida verdadeiramente significa, aquilo que é a magia e a grandeza da vida. E há um ímpeto mórbido e atracção pela morte. Este povo ama a morte. A divindade à qual se submete, com um receio que se mistura de volúpia e de êxtase, é a morte. De onde ela ganhou esta divindade eu não sei. Leiam os seus poetas mais uma vez: por toda a parte a morte! A morte a pé, a morte a cavalo, sempre a morte. Pensem bem naquilo que vos digo sobre os alemães. Eles amam a Guerra por si só. A Guerra é um pacto com a morte. Na Guerra vêem os alemães o seu melhor amigo.
Menos de uma década depois da morte de Clemenceu, Erika Mann classifica esta caracterização dos alemães pelo senhor Clemenceu como "sinistramente acertada".
Erika Mann: "Sem dúvida que foi esta atracção mórbida e satânica pela morte de que ele fala, uma das forças que atraíram os alemães para o nazismo. Não é por acaso que o símbolo das tropas de elite de Hitler é um crânio (Totenkopf). E por muito dinâmico e vivo que o movimento nazi se tenha vendido na propaganda, a divindade a que eles se rendiam com êxtase era a morte. O romantismo Nazi não tinha qualquer lugar para a "luz" ou o "luminoso". Os seus espíritos eram sobrios. E no entanto o desastre alemão não foi uma capitulação consciente ou intencional perante a catástrofe, apesar de ter havido uma saudade inconsciente para com ela. Foi antes a pelo senhor Clemenceau desaprovada falta fundamental de cultura moral que arruinou a nação".

Artes

Música

Nasceram na Alemanha compositores como Johann Sebastian Bach, Johann Christian Bach, Carl Philipp Emanuel Bach, Georg Friedrich Händel, Carl Maria von Weber, Wilhelm Furtwängler são absolutamente paradigmáticos.

Artes Plásticas

Quadro de Franz Marc
Quadro de Franz Marc
No renascimento, Albrecht Dürer foi um dos nomes maiores. Max Ernst, no surrealismo; Franz Marc, na arte conceptual; Joseph Beuys no neo-expressionismo Georg Baselitz. Com o advento do nazismo, muitos intelectuais fugiram da Alemanha, devido às suas convicções políticas ou por serem de descendência judia. Os efeitos desta fuga ainda se faz sentir hoje na Alemanha.

Literatura

Poesia

Goethe, Schiller e Heine são alguns dos mais importantes poetas alemães. O movimento Sturm und Drang é característico do romantismo alemão na literatura.

Filosofia

Filósofos, como Kant, Hegel, Marx, Nietzsche, Schopenhauer, Heidegger estão entre, não só os mais importantes filósofos alemães como são destaque também em todo mundo.

Teologia

Podemos citar Lutero.

Outros escritores

Entre os romancistas, encontramos Thomas Mann, Heinrich Mann, Klaus Mann, Hermann Hesse e Günter Grass
Os diários de Victor Klemperer e de Anne Frank dão-nos uma visão do horror do período nazista.
Também é relevante a obra dos Jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck, que, num julgamento sobre um traficante de heroína em Berlim, em 1978, ficaram fascinados com o depoimento da garota de 15 anos Christiane Vera Felschinov (conhecida mundialmente por Christiane F.), e que deu origem ao livro de sucesso mundial Wir Kinder Vom Bahnhoff Zoo, lançado no Brasil com o título de Eu, Christiane F., drogada e prostituída, que virou um filme com o mesmo nome. O livro e o filme inspirou uma geração inteira, e fez até vários jovens largarem a heroína.

Ciência

Podemos referir cientistas como Albert Einstein, Max Born e Max Planck.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Machu Picchu foi descoberta em julho de 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham, é considerada patrimônio Cultural da Humanidade. Está localizada a 2 400 metros de altitude sobre o nível do mar e rodeada por uma exuberante vegetação. A área dominada pelo Império Inca foi uma das mais extensas dentre todos os impérios conhecidos.  Habitavam a região hoje ocupada pelo Equador, Peru, norte do Chile, Oeste da Bolívia e noroeste da Argentina.Mais de dez milhões de índios haviam se fundido nesta unidade política e cultural que era de elevado nível. Fisicamente os Incas eram de pequena estatura, pele morena, variando do moreno claro ao escuro, cabelos pretos e lisos quase imberbes. A organização dos incas era de forma piramidal, sendo o Inca, o chefe supremo, com poderes divinos. Seus deuses eram os elementos naturais. Seu deus principal era o Sol, seguido da Lua, das Estrelas, do Relâmpago e a Chuva. Isto porque tinham uma organização econômica baseada na agricultura e dependiam destes elementos fundamentais para a fartura. Tinham profundo conhecimento de meteorologia e das estações do ano para saber a época apropriada para plantio e a colheita das várias espécies vegetais. Também eram muito hábeis na manipulação da cerâmica, tecidos e do ouro.
(Pendente em ouro, Museu de Bogotá)
      A primeira organização piramidal da cultura dos incas deu-se por volta de 1250 d.C., com a conquista dos povos que habitavam a região. No entanto, o inicio da expansão imperialista incaica ocorreu com o grande Imperador Pachacutec em 1440, o nono soberano inca. Em 1460 surge o Tawantinsuyu, ou reino das 4 regiões, com a anexação do reino Chimú pelo Inca Túpac Yupanqui. A Pachacutec se atribui a reconstrução total de Cusco em uma grande urbe, para o qual o soberano necessitou aumentar a população local e por conseguinte a produção de alimentos. Para tanto foi obrigado a construir um eficiente sistema de canais de irrigação, aquedutos e armazenamento de alimentos.
Sociedade
      A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.  Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras. Os yanaconas eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento. Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do yana era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes. Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas tornavam-se esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado. O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa. As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.
Arte,  Ciência e Arquitetura
      A cultura inca — resultado da mistura das culturas preexistentes na região andina — era muito rica, principalmente no que se refere à arte, intimamente ligada à ciência, à religião e ao cotidiano. A ourivesaria inca possuía caráter funcional e ornamental; o desenho das peças, aspecto de desenhos geométricos. O figurativismo das estatuetas de metal era bem estilizado, tendo a cabeça mais trabalhada que o restante do corpo. A prata era um dos metais mais apreciados para as peças suntuosas, embora se tivesse conhecimento de metais como o ouro. Nessa arte, destacam-se também as facas de sacrifício. As construções arquitetônicas,  apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos. As construções arquitetônicas incas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos. Mas o que marcou  a arquitetura inca, foi o trabalho com a rocha; obras civis de pouca importância, fortalezas, torres, templos, palácios e edifícios do governo tinham em suas estruturas pedras arduamente trabalhadas e esculpidas pelos trabalhadores incas. Tais pedras eram constituídas do mais puro granito branco e seus vértices esculpidos em diversos ângulos (de até 40 graus) de tal maneira que os blocos se encaixassem perfeitamente uns nos outros sem a utilização de argamassa ou cimento e que o espaço entre um bloco e outro fosse impenetrável mesmo pela mais fina lâmina. As pedras, para que pudessem resistir aos freqüentes tremores de terra, tinham forma trapezoidal e eram tão pesadas que chegavam a atingir três toneladas.Não se sabe  o tipo de instrumento utilizado na construção das cidades incas, já que não há vestígios de ferramentas ou rodas.  Nativos da região dizem que tais ferramentas seriam feitas de hematita, oriunda de meteoritos.  Segundo os cientistas, essa hipótese é um tanto improvável. É incontestável a engenhosidade de certas construções incas, como por exemplo os canais que transportavam água a poderosas cisternas, para que fosse enfim armazenada sem desperdícios, ou mesmo os diversos níveis de terraços, nos terrenos íngremes da região, que permitiram um melhor aproveitamento da terra para a agricultura.
      A posição privilegiada de Macchu-Picchu permitiu a execução de profundos estudos científicos e muitos cultos religiosos, principalmente no que se refere ao sol. Por isso, a cidade era considerada um verdadeiro santuário. De  seu conjunto arquitetônico, formado por mais de 200 edifícios, destacam-se o Observatório Solar e dois grandes templos: o Principal e o das Três Janelas. No Observatório, encontra-se a Intihuantana (“lugar de pouso do sol”), uma pedra sagrada que tinha como objetivo o culto ao deus Sol (“Inti”), e que servia como instrumento científico para as observações astronômicas e cálculos meteorológicos sobre a forma redonda do céu que ajudavam a prever a época propícia para a colheita. Os conhecimentos de Geometria e Geografia adquiridos pelos cientistas incas foram provavelmente utilizados nas construções de cidades famosas como Macchu-Picchu, Cuzco e Ollantaytambo. Para o posicionamento de determinadas construções, como os prédios da cidadela de Macchu-Picchu, os incas deveriam saber a exata localização dos pontos cardeais e saber o local exato do nascer e do pôr do Sol no horizonte nos dias de equinócios. Como eles poderiam sabê-lo, já que a cidade é cercada pela Cordilheira dos Andes e não se pode ver o sol tocar o horizonte? Talvez o tenham feito através de observações sistemáticas do movimento do sol no céu.
Cuzco (encontra-se no Vale do Rio Huatanay, nos Andes do Peru, está a 3 360 metros sobre o nível do mar)
      Pouco se conhece de Cuzco, anterior à conquista dos espanhóis. Dizem que foi fundada em torno dos séculos XI e XII d. C. pelo Inca Manco Cápac,  segundo uma lenda é proveniente do lago Titicaca. Cidade sagrada e capital do Império Inca do Tawantinsuyu foi o centro do governo das quatro extensas regiões do fabuloso Império Incaico que chegou a abarcar grande parte do que é atualmente o Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile.  Em 1534, Francisco Pizarro fundou sobre a cidade de Cuzco uma cidade espanhola, que se construiu sobre o cimento inca. Cuzco é um exemplo típico de fusão  cultural, herdando monumentos arquitetônicos e obras de arte de valor incalculável.
A Morte da Civilização Inca
       De acordo com a tradição, todo Inca deveria casar-se com uma mulher de sangue real nascida em Cuzco. Huayna Capac o fez e desse casamento, sem alegria, nasceu Huáscar (“o odiado”), herdeiro legítimo do trono. No entanto, Huayna estava apaixonado pela Princesa de Quito; e desse amor, presenciado com horror pelo Império, nasceu seu querido filho Atahualpa (“filho da fortuna na terra”). Huáscar era odiado pelo pai e amado pelo povo, enquanto Atahualpa tinha o amor do pai e o ódio do povo, isso os fez crescer em constante rivalidade. Arturo Capdevila no livro Los Incas, retrata a situação do Império: Sombrio ocaso foi a vida de Huayna Capac. Seus filhos rivais torturavam-lhe a consciência com quem sabe quais duras previsões. Sinais nefastos manchavam o céu pátrio. De espanto em espanto, em misteriosa onda de lenda, corria no entardecer de seu reinado a fama dos espanhóis recém-chegados, homens brancos desembarcados um dia com temível desígnio pelo confim setentrional do país. O céu e a terra assinalavam presságios. Meteoros cárdeos rasgavam o firmamento na noite. Uma auréola de fogo dividida em três círculos rodeava o disco da lua. Os llaycas agouravam o Inca: “o primeiro círculo anuncia guerra; o segundo, a queda do sol; o terceiro, o fim de tua raça”. Antes de morrer, Huayna resolvera quebrar a tradição Inca e repartir o reino entre seus dois filhos: Atahualpa, que seria o monarca do Norte, e Huáscar, que o seria do Sul. Decidira também, em fidelidade à esposa amada, ser enterrado na cidade de Quito, junto às múmias de seus antepassados. A divisão do reino preparava obscuramente o império para o triunfo dos homens brancos. Em 1531, os exércitos de Atahualpa e Huáscar se confrontaram numa sangrenta batalha fratricida em Ambato e Quipaypán, da qual Atahualpa se saiu vencedor. Mas isso iria durar pouco tempo, como bem o sabiam os amautas e haravecs, povos de ciência e saber ocultos; para eles, Atahualpa não era na verdade um Inca, um legítimo filho do Sol; era um intruso. Em 1532, Pizarro, conquistador espanhol, foi recebido por Atahualpa em Cajamarca, onde aprisionou o imperador, iniciando a destruição do império. Mas certo era que a lua havia se mostrado envolta na tríplice sinistra auréola. O invasor já começava a apoderar-se do solo americano e se cumpria, a seu tempo, a palavra profética de Nezahualcoyotl: virão tempos em que serão desfeitos e destroçados os vassalos, e tudo cairá nas trevas do esquecimento (Arturo Capdevila, Los Incas).
      É uma pena que civilização de cultura tão rica tenha sido destruída, em muitos campos como agricultura, medicina e astronomia, os conhecimentos dos Incas eram superiores aos dos europeus. Não se pode fazer idéia do que se perdeu, em termos de tratados científicos, organização sócio-política, agricultura, artes e arquitetura, com a destruição do Povo Inca.

Folclore Brasileiro

 

O que é Folclore
Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
Curiosidades:
- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.
- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.
- A palavra folclore é de origem inglesa. A termo "folk", em inglês, significa povo, enquanto "lore" significa cultura.
- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.
 

Expressões de diferentes culturas

A ideia de que as expressões faciais são universais é posta de lado por um conjunto de investigadores da Universidade de Glasgow, que estudou as diferenças de interpretação entre orientais e ocidentais. Foram detectadas disparidades, resultantes do local do rosto para onde cada grupo foca o olhar.

A boca é o centro das atenções dos ocidentais. Os olhos são o local para onde olham os orientais, que cometem mais erros interpretativos.


Vêem orientais e ocidentais o medo de modo igual? Orientais e ocidentais interpretam de modo igual as expressões faciais? A cultura interfere com a interpretação? Foram estas algumas das questões que motivaram a investigação de um grupo de cientistas da Universidade de Glasgow, que acabou por concluir que as expressões faciais não são vistas da mesma forma por orientais e ocidentais.


Os investigadores escoceses pediram a 13 orientais e 13 ocidentais para avaliar rostos, onde estavam patentes as expressões de felicidade, tristeza, surpresa, medo, nojo, ira ou indiferença. Os dois grupos fizeram avaliações diferentes, sendo que os orientais cometeram mais erros: confundiram medo com surpresa e ira com nojo.


Depois de concluída a observação, os cientistas constataram que as diferenças residem no faço das pessoas olharem para locais diferentes do rosto. Enquanto os ocidentais avaliam a totalidade do rosto, especialmente a boca, os orientais focam-se apenas nos olhos, um local, segundo os investigadores, “de maior ambiguidade”.


A maior atenção dada aos olhos é característica das culturas orientais. Os cientistas notaram que, enquanto no ocidente os ícones usados nas mensagens electrónicas se focam na boca, no Oriente as diferenças são acentuadas sempre nos olhos. Para dizer feliz, os ocidentais usam o :-). Já os orientais usam o (^_^).


Perante os resultados da observação, os cientistas asseguram que a avaliação das expressões varia de cultura para cultura e, como tal, as expressões faciais perdem-se na tradução, uma vez que não são universais.


Outra conclusão do estudo, agora publicado na revista científica Current Biology, é a de que os orientais, quando se enganam na interpretação, optam sempre pela emoção mais positiva.


Trocam o medo pela surpresa e a ira pelo nojo. Isto, segundo a investigação, também é fruto da importância e aceitação das emoções em culturas diferentes.

Mayara Cristina Formento

Ola para todos os visitantes mudamos nosso logotipo para dar uma melhor aparencia no blog o novo logo traz uma mistura de radicalização com Cultura e Tradição juntos pode ser que ainda mais pra frente mudamos novamente o logotipo mais esperamos que gostem.
Agradecimentos Mayara Cristina Formento e Equipe Cultura e Tradição.

Culturas Diferentes

A diversidade cultural entre os povos indígenas sempre foi motivo de curiosidade para os chamados povos civilizados. A atração por plumagens e pinturas de urucum, por rituais e danças ancestrais, por hábitos "primitivos" e costumes da floresta, levou o mundo ocidental a ter uma paternal simpatia para com as tradições e as sabedorias dos povos indígenas.
Mas isso parece atitude de fachada. Na realidade, o diferente sempre foi discriminado, taxado como "raça" inferior, retardado, bárbaro, tribal. As crenças dos diferentes povos foram objeto de perseguição e de condenação, como se fossem obras de Satanás. Na melhor das hipóteses, até hoje, os povos indígenas são considerados ingênuos e cheios de crendices. As comunidades das florestas, das montanhas ou dos desertos são continuamente alvos de "evangelizações" e "conscientizações" de vários matizes, com o objetivo de "desenvolvê-los".
Atualmente a missão cristã redescobre o valor da diversidade cultural. Em cada cultura diferente há um imenso tesouro de sabedoria que deve ser preservado e valorizado. O "outro" não é estranho, não é inimigo: aponta, ao contrário, para o encontro com Deus e para a construção de um mundo novo, no qual há lugar para todos, cada um do seu jeito, convivendo com o diferente. Em maio do ano passado, João Paulo II lembrou aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais "o valor das culturas humanas que nenhum poder externo tem o direito de diminuir e menos ainda de destruir". Para o papa, as diferentes culturas representam "as chaves interpretativas da vida", e privar os povos de suas crenças e de suas práticas religiosas significa tirar "o que resta a eles de mais precioso".

Cultura Nordestina


Segundo Luis da Câmara Cascudo (Grande folclorista brasileiro), Cultura popular “é a cultura tradicional e milenar que nós aprendemos na convivência doméstica. É aquela que até certo ponto nós nascemos sabendo. Qualquer um de nós é mestre, que sabe contos, mitos, lendas, versos, cantos, danças, superstições”. E, é esta cultura que carrega beleza e encantamento herdados de nossos índios, negros, portugueses, espanhóis, e árabes. Cite-se que o clássico e o erudito, invariavelmente nascem da cultura popular. E, no contexto em que a educação e a cultura são a base transformadora da sociedade, a Cultura popular é ponta-de-lança, por ser ela a geradora da “identidade cultural” de cada cidadão. E, somente cidadãos com “identidade cultural”, transformam qualquer País em Nação.

Entretanto, no Brasil, desde o nascimento da república, existe uma dificuldade de diálogo entre o Poder público e os Fazedores de cultura popular, apesar de um estar umbilicalmente ligado ao outro. Enquanto os Fazedores de cultura popular necessitam do apoio do Poder público para suprir deficiências burocrático-administrativo-financeiras no processo de produção cultural, - pois artista sabe fazer arte e não sabe mexer com burocracia -, o Poder público necessita das ações dos Fazedores de cultura popular para criar meios que ajudem na formação de cidadãos conscientes de nossa riquezas culturais. E, dentre as dificuldades encontradas pelos Fazedores de cultura popular junto ao Poder público, destacam-se: A complexidade para preenchimento de formulários exigidos nos editais voltados a projetos culturais. A excessiva quantidade de documentos exigida por estes mesmos editais.

O rigor na análise dos documentos, quando por exemplo, uma assinatura esquecida tem o poder de anulação de um projeto. Os rígidos critérios utilizados pelos Analisadores, nos processo de avaliação. Sem falar, das dificuldades estabelecidas pela `Lei Rouanet` - criada para fomentar a produção cultural em nosso país -, mas que até hoje, não cumpre os objetivos em sua plenitude. Se tem peso o argumento, de que, o controle dos recursos públicos dirigidos para a produção cultural devem ser muito bem administrados pelo governo (daí a nessessidade do controle burocrático), seria também interessante que o próprio governo dispusesse de `Departamentos de suporte a serviços burocráticos`, com atendimento integral aos artistas e produtores culturais, cujos serviços seriam pagos com os recursos advindos da própria aprovação de projetos. E, isto ocorre de forma adequada em outros setores.

Por exemplo, para a compra de um apartamento, a tramitação burocrática é feita por um corretor de imóveis. Para o licenciamento de um carro, a liberação dos documentos é realizada por um despachante. Porque não, para a obtenção de recursos do governo para a produção de um projeto cultural, não se dispõe de um `especialista` que acessore o requisitante, na tramitação burocrática.

Em função do exposto, percebe-se que existe a nessessidade de aperfeiçoar-se a estrutura governamental no que concerne a `Administração cultural`, no sentido de se valorizar na forma devida, os artistas e produtores culturais que lidam com a “Cultura popular”. Cultura esta, rica em diversidade, história, preservação de costumes, e encantamento. Isto tudo, com baixo custo. E, só com Artistas e Produtores culturais valorizados será possível reverter o quadro que já se estabeleceu em nosso país.

Por exemplo, hoje assistimos em nossas tv`s `Reality shows`, `novelas`, e, `programas` de nível cultural tão baixo, que por vezes, ultrapassam a linha tënue da ética e da moral, promovendo de forma rápida, a degradação e o aniquilamento do pouco que ainda resta de nossas reservas culturais. A Internet disponibiliza a informação cultural de valor. Mas, a imensa maioria do povo brasileiro não acessa a Internet para buscar informações educativas e culturais, dispondo apenas da TV como meio de informação, cultura, e lazer. E esta falta de opção é extremamente nociva. Porisso, é urgente que a reversão desse quadro ocorra logo. Senão, muito brevemente teremos um país de acéfalos. Aí sim, com prejuízos incalculáveis para a nação, cujas cobranças serão debitadas aos que hoje são responsáveis pela implantação e manutenção de políticas culturais, no Brasil.

Compete portanto, à nossa Ministra da cultura Ana de Hollanda, cuidar de nossa `Cultura popular` com uma atenção muito especial, considerando os seguintes pontos: 1 - Buscando eliminar o excesso de burocracia, potencializando (como conseqüência) nossa produção cultural. 2 - Mantendo e aperfeiçoando os programas que capilarizam os bens culturais do nosso povo, como o Programa `Cultura Viva` e, `Pontos de cultura`. 3 - Resistindo as pressões dos grandes `nomes` e `grupos nacionais` (alguns criados artificialmente pela `Mídia’), que ocupam espaço e recursos por vezes não merecidos. 4 - Estimulando a participação de programas `folclóricos` e de `Costumes regionais` (urbanos e rurais) em nossas televisões abertas, por assinatura, e públicas. 5 - Promovendo a mistura de nossas `culturas populares`, com a criação de programas que permitam a grupos, e artistas, se apresentarem em todas regiões do país.

Percebe-se que tudo isto é possível. Mas, faz-se absolutamente nessessário, que as pessoas que acessoram nossa ministra, vibrem com o cheiro, o som, e as cores da cultura vertida a cada segundo, pelo povo brasileiro. E mais, que estas mesmas pessoas, disponham da coragem, garra, e determinação de homens como `Célio Turino`, que deu a alma em favor da funcionalidade dos `Pontos de cultura` em nosso país. É também fundamental, que os `Fazedores de cultura` e a própria sociedade não espere apenas ações do Minstério da cultura, mas que seja co-participante no processo, exercendo cidadania.

Cidadania no acompanhamento e fiscalização das ações públicas do governo, na proposição de idéias e projetos, mas, acima de tudo, na atuação como agentes geradores da própria história. É oportuna a célebre frase de John Kennedy ”Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você, diga o que você pode fazer por ele”.

É chegada a hora de assumirmos que um “Novo Brasil” está nascendo com perfil de país emergente. E porísso mesmo, com novos e grandes desafios que devem ser equacionados exatamente por esta geração, que ora se forma com a `educação` e a `cultura` que dispomos; sendo esta a razão maior de nossa inquietude.

Urge então, que mudemos nossos velhos paradígmas. Que finalmente, passemos a tratar a educação e a cultura como prioridades absolutas. Que ensinemos aos nossos filhos e netos, que os nossos valores culturais estão prontos para serem descobertos e cultivados. Enfim, que busquemos alternativas para a construção de uma sociedade mais humana, educada, e, culta, que seja motivo de orgulho para as gerações vindouras.

INCENSO

O INCENSO
Egípcios: são, talvez, os mais antigos na arte da manufatura e do uso de incensos. O mais famoso incenso egípcio é o Kyphi (ou Khyphi), que era produzido dentro de um templo e sob ritual altamente secreto. Era um composto de efeito muito benéfico, e Plutarco o definia como: "O incenso tem dezesseis (16) ingredientes, número que constitui o quadrado de um quadrado e tais ingredientes são coisas que, à noite, deliciam. Tem o poder de adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar as tensões diárias, trazendo a calma e quietude àqueles que o respiram." Um dos seus ingredientes é o popular olíbano, árvore considerada sagrada, e durante a poda ou a coleta da resina, os homens deviam se abster de contato sexual ou com a morte. Plutarco forneceu a lista dos 16 ingredientes usados na preparação desse incenso: mel, vinho, passas, junco doce, resina, mirra, olíbano, séseli, cálamo, betume, labaça, thryon, as duas espécies de arcouthelds, caramum e raiz de Íris.
Hindus: sempre foram apaixonados por aromas agradáveis e, a Índia (nos tempos antigos) sempre foi celebre por seus perfumes. A importação de incenso da Arábia foi uma das primeiras, mas outros materiais aromáticos também eram usados, como: benjoim, resinas, cânfora, sementes, raízes, flores secas e madeiras aromáticas. O sândalo era um dos itens mais populares da época. Esses materiais eram queimados em rituais públicos ou em casa.
Judeus: no Velho Testamento encontram-se várias referências ao seu uso entre os judeus. Geralmente os pesquisadores concordam que a queima do incenso só foi introduzida no ritual judaico em torno do século VII antes de Cristo. O primeiro incenso era composto de poucos ingredientes: estoraque, onicha, gálbano e olíbano puro, e sua preparação era semelhante aos sacerdotes egípcios.
Gregos: começou a ser difundido no século VIII a.C., vindo da Fenícia.
Budistas: começou a ser difundido por volta do século VII a.C.; e junto com os perfumes, constituía uma das sete oferendas sensoriais, que formam um dos sete estágios de adoração.
Romanos: muito utilizado na Festa do Pastor, junto com ramos de oliveira, louros e ervas, assim com da mirra e açafrão.
Cristãos: foram os que mais demoraram a adotar o incenso em seus ritos. Só após o século V, seu uso foi aumentando lentamente. Por volta do século XIV, tornou-se parte da Missa Solene e outros serviços.
Islâmicos: não há refêrencia ao seu uso no sentido religioso, mas a tradição nos mostra que o seu perfume pode ser usado como uma referência aos mortos.
Outros cultos: é um acessório comum às cerimonias mágicas, para neutralizar as energias negativas, por exemplo, ou usado nos métodos de encantamentos. As letras do nome da pessoa para qual é feito o encantamento indicam qual o perfume necessário. Os materiais mais usados são: olíbano, benjoim, estoraque, sementes de coentro, aloés (babosa), entre outros.


Tipos de Incensos


Os incensos devem ser acesos para energizar e transmutar as energias aonde se encontram. Funcionam como purificadores e condutores de vibrações, sejam das pessoas ou dos locais.

Para cada uso, existe um tipo específico e uma essência a ser utilizada. Podem ser em pastilhas, palitos, pó, e outras formas existentes no mercado.

Segue-se abaixo, uma pequena lista de alguns tipos e suas propriedades.
Arruda: confere proteção espiritual e aumenta a segurança. É muito eficiente na eliminação de energias negativas e sua purificação.Acácia: evita pesadelos e transmite um sono tranqüilo.Absinto: favorece a clarividência, e também, para proteção e amor.Alecrim: afasta a depressão, purifica o local em questão, e eleva o nível de pensamentos.Alfazema: eleva o astral e transmite tranqüilidade.Almíscar: aumenta a sorte e o sucesso, assim como a intuição.Angélica: aumenta a proteção.Artemísia: faz aflorar a clarividência.Anis estrelado: atrai a boa sorte.Benjoim: aumenta a criatividade, seja em trabalhos artísticos ou escritos.Camomila: melhora as finanças e acalma emocionalmente.Canela: é indicado para questões financeiras e tranqüiliza o ambiente.Cânfora: aumenta a realização emocional e profissional e elimina todo tipo de energia negativa.Cedro: aumenta a força física. Muito indicado para purificar os ambientes, pois atrai vibrações de harmonia. Quanto aos negócios, ajuda a ter sucesso com as vendas.Cipreste: aumenta a concentração, a firmeza e o equilíbrio. Proporciona prosperidade e fortuna.Coco: traz o equilíbrio emocional necessário para a tomada de decisões.Cravo: abre os caminhos, atrai dinheiro, destrói as energias negativas reinantes e confere segurança.Erva cidreira: confere felicidade e sucesso; assim como promove o encontro de verdadeiro amor.Erva doce: eficaz contra "olho gordo"; como também promove a harmonia e paz.Eucalipto: renova as energias e promove uma verdadeira limpeza energética do local.Hortelã: anula as energias negativas. É muito indicado para aumentar a compreensão, o poder de decisão, a ordem e a consciência ecológica.Jasmim: aumenta a resistência física e melhora os negócios. Acalma o ambiente.Lavanda: elimina a depressão e confere um sono tranqüilo.Manjericão: traz sorte, felicidade, prosperidade e proteção.Mirra: estimula a intuição.Noz moscada: alegra o ambiente e atrai dinheiro, da maneira justa e merecida.Orquídea: indicado para purificar o ambiente de trabalho e ajudar a encontrar soluções para problemas práticos.Patchuli: traz abundância e reativa a fertilidade.Pimenta da jamaica: elimina brigas dentro de casa; atrai dinheiro e boa sorte.Pinho: atrai proteção e aumenta a fertilidade.Rosa branca: limpa o ambiente contra as energias maléficas e acalma as pessoas que estão ao seu redor.Sândalo: ajuda no desenvolvimento e expansão da intuição.Sândalo branco: traz sucesso, proteção e aumenta o poder da meditação.Vertiver: é a fragrância que protege o comércio, favorecendo as boas vendas, atraindo dinheiro e a boa sorte.Violeta: ajuda a espantar as energias negativas.


Os Incensos e os Signos

Áries: mirra ou cipreste, almíscar, angélica, ópium, rosa musgosa, alecrim.Touro: sândalo, camomila, arruda, orquídea.Gêmeos: canela, âmbar, indiano e eucalipto.Câncer: cânfora, jasmim, maça rosada.Leão: amor perfeito, cedro, lótus, rosa branca, sândalo vermelho.Virgem: canela, cravo da índia, rosa musgosa, angélica, benjoim.Libra: eucalipto, calêndula, cedro, jasmim, orquídea.Escorpião: almíscar canforado, flor do campo, lótus.Sagitário: alfazema, alecrim, sândalo amarelo.Capricórnio: arruda, benjoim, cravo da índia, sândalo vermelho.Aquário: cedro, flores do campo, eucalipto, rosa branca.Peixes: cânfora, jasmim, mirra, opium, sândalo amarelo.


Maneiras de se acender o Incenso


Se preferir acender com um isqueiro, é sinal que acredita em sua força mental e em seu pensamento positivo, para a limpeza que será feita.

Se preferir acender com um fósforo, significa que acredita que os elementos do ar, os silfos e silfídes, estarão ajudando na limpeza de sua casa.

Ao acender o incenso, mentalize uma oração (a que mais lhe agradar).


Limpeza dos Ambientes


Segure o incenso com a mão esquerda, e percorra cada canto dos cômodos de sua casa.

Não pare a sua oração mental ou falada, pois tudo o que é negativo está impregnado nos cantos e deve diluir-se o mais rápido possível.

Para preservar por mais tempo essa limpeza, jogue um pouco de sal nos cantos.

Encare o incenso como um primeiro socorro à sua casa, procurando queimar pelo menos um, todos os dias, pois assim manterá o ambiente sempre limpo e bem protegido.

Senão puder acender um, todos os dias, faça-o pelo menos de 3 em 3 dias.

Se algumas pessoas sentirem-se incomodadas com o perfume ou até mesmo acabarem brigando com você, lembre-se de que o gênio contrário ou os espíritos inferiores não suportam ficar no mesmo espaço físico onde existam perfumes mágicos e acabam tentando fazer com que o seu uso seja interrompido.

MITOLOGIA GREGA

Introdução
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega. 
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.
Medusa Medusa: mulher com serpentes na cabeça
O Minotauro 
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.
Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.
Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite
- deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon
- deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.

Conheça um Pouco da MAÇONARIA.

 

Tradições maçônicas

As fundações da maçonaria são os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Os membros devem acreditar em Deus, respeitar a moral, praticar filantropia e cumprir as leis dos países em que vivem. Ainda que o propósito de suas reuniões seja o debate intelectual, qualquer menção a política ou religião é proibida.
A maçonaria é composta por grupos chamados Lojas, que juram aliança a uma Grande Loja ou Grande Oriente (nos EUA, há usualmente uma por Estado). Cada Loja precisa ser licenciada oficialmente pela Grande Loja, e recebe um nome, número e título. Cada loja mantém um regimento próprio. Os membros de cada Loja têm senhas, apertos de mão e sinais secretos que permitem que se reconheçam.

Os dirigentes de uma loja incluem um mestre, um guardião sênior (que ajuda o mestre e assume suas responsabilidades quando o mestre não está presente), um guardião júnior (que garante que os maçons em visita disponham das credenciais corretas), um tesoureiro (que recebe as taxas dos membros e paga as contas da loja), um secretário (encarregado das atas de reuniões e outras tarefas administrativas), um diácono sênior (que orienta os visitantes e os novos membros da loja) e um diácono júnior (que serve como mensageiro da casa). A depender da loja pode haver também um Guarda Interno (responsável pela guarda da porta), um capelão (que conduz as orações), um diretor de cerimônias (que garante que os rituais estejam sendo seguidos devidamente), e um organista. O mestre, eleito por voto secreto, deve garantir que os membros da loja cumpram as normas. Os ícones da maçonaria são altamente simbólicos. O principal símbolo é um esquadro e um compasso em torno de uma letra "G". O G representa Deus (God), ou, alternativamente a geometria sagrada dos maçons operacionais originais; o esquadro encoraja os membros a agirem de forma reta com todas as pessoas; e o compasso responde pela criação de limites na vida. Os maçons usam um avental característico, decorado com os emblemas da organização.

O que é a Maçonaria?— A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
Porque é Filosófica?— É filosófica porque em seus atos e cerimônias Ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
Porque é Filantrópica?— É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça.
Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.
Porque é Progressista?— É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.
Quais são os seus princípios?
A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
Qual é o seu lema?— Ciência — Justiça — Trabalho.
Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente.
Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
Qual é o seu objetivo?— Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.
O que a entende a Maçonaria por moral?— Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo de nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
O que entende a Maçonaria por virtude?— A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
O que entende a Maçonaria por dever?— A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também devemos proteger e servir os nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa?— Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.
A Maçonaria é uma religião?
Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo.
E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom é necessário renunciar a religião à qual pertence?— Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Rodrigo Ignácio Mendez; Padre Diogo Antônio Feijó; Cônego Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Quais outros homens ilustres que foram Maçons?— Filosofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Somente na Europa houve Maçons ilustres?— Não. Também na América houve. Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’ Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.
Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?
D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
Então a Maçonaria é tolerante?— A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige de seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
O que a Maçonaria combate?— A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria é uma sociedade secreta?— Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Quais a principais obras da Maçonaria no Brasil?— A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os Maçons tomaram parte ativa.
Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria?— Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado, que lhe permita prover as suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
O que se exige do Maçom?— Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E, em partiular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos: conduta correta e digna dentre e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas: à prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude.
Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O que é um Templo Maçônico?— É um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar a sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
O que obtém sendo Maçom?— A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo. o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.
Alguns simbolos: